No entanto como Pedro, nós estamos aí perturbados, refletindo e pensando. O que nos interessa um pacote de faixas? Como se pode falar de uma ressurreição no meio de tanta inquietude? Como testemunhar deste fato diante de vítimas de terrorismo? Perto de marginalizados, perto de homens que perderam seu trabalho? Assustados pensando, queremos maiores explicações.
As faixas são panos dobrados. Um pequeno sinal. Panos dobrados mostram que o sepulcro vazio não é necessariamente o resultado de um roubo. O corpo morto de Jesus não foi secretamente roubado por gente enganadora. Páscoa não é um caos, mas é um caminho para uma nova maneira de vida.
Quando lemos o evangelho de Jesus, descobrimos do início ao fim sua firme confiança no Pai e uma profunda ligação com ele. Seu Pai não é um Deus de mortos, mas de vivos. As palavras e os atos de Jesus animam os homens para se levantar.
Mas quem são os dois homens em vestes brancas? Eles são mensageiros e proclamam a querigma – a tradição original e oral do Evangelho. Eles anunciam: “Jesus ressuscitou.” Soa então como um toque de clarim, mas forte de que balbuciar.
No dia da Páscoa um homem em vestes brancas repetiu em muitas línguas essa mensagem: “Cristo ressuscitou.”.
Quem são os dois homens vestidos de branco? Nos ofícios pascais os presidentes estão vestidos de “túnicas brancas”. Eles proclamam: “Cristo ressuscitou.” Esses repetem junto com os mensageiros perto do sepulcro, que encontramos Jesus, quando abrimos as Sagradas Escrituras e aí ouvimos sua Palavra.
Quem são os homens em vestes brancas? Você e eu, mulher e homem. jovem e idoso, todos juntos neste tempo pascal. Nós ressuscitamos com Cristo. Cremos que Ele está presente definitivamente entre nós. O “Ressuscitado” imprimiu sua face em cada ser humano. Ele está fortemente presente na mulher e no homem, que passaram pelo sofrimento e não desistiram. O Senhor está presente nos sacramentos. Em cada sacramento Ele vem ao nosso encontro. Ele se une conosco e nos une uns com os outros. Principalmente na Eucaristia anunciamos sua morte e sua ressurreição. Os cristãos tentam testemunhar da força daquela ressurreição na sua vida e nos seus atos.
A todos desejamos muita fé pascal.
Revista: “Banneux” ano 72 - março de 2010
Antoine Rubbens |