Chamou ainda minha atenção a hora em que o caixão deveria ser fechado e levado à sepultura: até os olhos do coveiro, que não tinha nenhum laço afetivo com a família, brilharam de emoção quando ele carregava aquele anjo.
Foi nesse momento que pensei na frieza, na insensibilidade e a covarde violência dos abortistas, que planejam, marcam dia e hora para sacrificar crianças fortes e sadias, que naturalmente chegariam a ver a luz di dia se não fossem brutalmente assassinadas.
São os grandes contrastes deste mundo: por um lado a manifestação de amor de um casal que tudo fez para salvar ima criança, que tinha nascido com grave problema de saúde. De outro lado um grande bolo de políticos, médicos e muitas outras forças ocultas que projetam uma forma de legalizar o assassinato de milhões de crianças por causa do amor ao dinheiro.
Mas ninguém consegue ir muito longe quando contraia os planos de deus. Os pais de Juliana embora estejam passando por uma grande dor, se sentem realizados por terem se doado totalmente por sua filha, enquanto os insensíveis abortistas estarão sempre carregando em seu ser um sentimento de covardia, um vazio no coração, que só poderia ser preenchido com amor que é o que eles não têm. Quem não consegue amar uma criança, não será capaz de amar bem a si mesmo e estará condenado a passar sempre dias amargos nesta terra.
Que o nosso anjo Juliana interceda junto de Deus para que a vida sempre prevaleça sobre a morte.
“O Verbo” Ano 14 n.314 Março de 2010
Pe. Norberto |