
No atual prefácio I da Quaresma acentua-se bastante a finalidade do tempo de preparação para a Páscoa e emotiva os sacrifícios e fadigas das semanas da Quaresma: “Ano após ano, concedeis a vossos filhos esperar com alegria a Páscoa, preparando-se pela penitência e dedicando-se mais à oração e ao amor fraterno, para que alcancem a plenitude da filiação divina pela renovação dos sacramentos pascais, nos quais renasceram.”
O Concílio Vaticano II escreve assim: “Coloquem-se em maior relevo, tanto na leitura, como na catequese litúrgica, os dois aspectos característicos da quaresma, que pretende, sobretudo através da renovação das promessas do batismo ou sua preparação e por meio da penitência, preparar os fiéis para a celebração do mistério pascal, ouvindo com mais frequência a palavra de Deus e entregando-se à oração com mais insistência.”.
Por isso:
- Utilizem-se com mais frequência os elementos batismais próprios da liturgia quaresmal e por isso retomem-se, se parecer oportuno, elementos da tradição anterior.
- O mesmo se diga dos elementos penitenciais. Quanto à catequese, inculque-se na alma dos fiéis, juntamente com as conseqüências sociais do pecado, a natureza própria da penitência que detesta o pecado como ofensa a Deus: na ação penitencial não se esqueçam as partes da Igreja, nem se deixe de recomendar a oração pelos pecadores.
Quanto ao “caráter de novidade da Quaresma”, é do uso dos paramentos roxos e da omissão do batismo e da Paixão de Cristo.
O Glória não fazia originalmente parte da Missa. Em Roma só era cantada nas missas papais em ocasiões particularmente solenes, mais tarde também nas missas episcopais. Só muito mais tarde se permitiu que simples sacerdotes usassem o Glória nas suas missas, mas nunca foi permitido nas missas da Quaresma.
O Aleluia, que forma o segundo canto interlecional, juntamente com seu versículo, era considerado já na Igreja primitiva, como uma parte da Liturgia Eucarística Romana. Foi banido da celebração das missas na Quaresma, desde o século IV.
HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE – 2010
Composição: João Rothe Machado/
Padre José Weber. SVD
Jesus Cristo anunciava por primeiro
um novo reino de justiça e seus valores: (Mt 4,17)
“Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro
e muito menos agradar a dois senhores”. (Mt 6,24)
Voz de um profeta contra o ídolo e a cobiça:
“endireitai hoje os caminhos do Senhor!” (Mt 3,3)
Produzi frutos de partilha e de justiça! (Lc 3,8-11)
Chegou o reino: convertei-vos ao amor! (Mt 3,2)
Não é a riqueza, nem o lucro sem medida
que geram paz e laços de fraternidade: (Lc 16,19-31)
mas todo o gesto de partilha em nossa vida (Mc 12,42-44)
que faz a fé se transformar em caridade. (Gl 5,6)
No evangelho encontrareis a luz divina,
não no supérfluo. na ganância e na ambição.
Ide e vivei a boa nova que ilumina (Mt 7,21)
e a palavra da fraterna comunhão. (Mt 18,20)
Dados do livro: “O Ano Litúrgico” de Adolf Adam
Edições Paulinas 1983 |